O banqueteiro da crise

Por Maria Cristina Fernandes | De Brasília

O relógio da Câmara dos Deputados marcava 17h10 e a sessão começava a discutir a proposta que liberaria as vaquejadas quando oito panelões de alumínio de cozinha industrial adentraram, na quarta-feira da semana passada, a vice-presidência da Câmara dos Deputados. Empilhados na pequena cozinha do gabinete, que é o mais próximo do plenário, os panelões deixam pista de comida mineira no trecho percorrido a partir do elevador que dá acesso à garagem dos parlamentares. As iguarias são retiradas, ainda fumegantes, em conchas, e transferidas para os rechauds na sala ao lado daquela em que despacha o titular do espaço. O banquete é composto de carne de sol, costelinha assada, linguiça, torresmo, galinhada, leitão à pururuca, feijão tropeiro e farofa. O acompanhamento, a despeito de demandas etílicas, é refrigerante.