China: crescimento dos preços de residências desacelera em maio

Por Dow Jones Newswires

PEQUIM  -  O crescimento dos preços das casas na China desacelerou ligeiramente em maio, depois que mais cidades lançaram medidas mais rigorosas para reduzir a demanda.

O preço médio das novas casas em 70 cidades aumentou 0,7% em maio em relação a abril, excluindo habitação subsidiada pelo governo, de acordo com cálculos do “The Wall Street Journal” com base em dados divulgados nesta segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

Em relação ao ano anterior, os preços médios de casas novas aumentaram 9,7% em maio, em comparação com um aumento de 9,9% em abril na base anual.

O ritmo do crescimento do preço doméstico foi moderado na sequência de restrições mais rigorosas na política de compra de casas em muitas cidades.

O mercado desacelerou nas grandes cidades, mas subiu nas cidades menores, onde as restrições são menores, ressaltando uma divergência crescente no mercado imobiliário da China.

Os preços das casas subiram 3,4% em Bengbu, uma cidade de médio porte, e avançaram 2,6% no sul de Zhanjiang em maio ante abril.

Entre as grandes cidades, os preços das casas de Guangzhou subiram 0,9% no mesmo período. Pequim e Xangai tiveram crescimento zero nos valores.

Os preços das casas novas aumentaram em 56 das 70 cidades em maio em relação ao mês anterior, em comparação com 58 cidades em abril. Os preços das novas casas aumentaram em 69 cidades em maio em relação ao ano anterior, em comparação com 69 em abril.

“É claro que os preços ainda estão aumentando, mas a um ritmo mais lento", disse Larry Hu, economista da China no Macquarie Group. "Olhando para o futuro, os ventos serão mais fortes para o segundo semestre e especialmente para o próximo ano".

Os dois principais motivos são as taxas de hipoteca efetivas mais elevadas e entradas mais altas, fatores que reduziram certamente a demanda por casas, diz Hu.

As cidades menores também limitaram novos fluxos de população e o mercado de segundo imóvel também é pouco desenvolvido nessas localidades, o que significa que o recente aumento nos preços provavelmente não durará.

"Uma vez que as pessoas compraram imóveis, sua próxima compra pode ser cinco anos depois", diz Hu.