Marun: Declarações de Joesley são um ‘desfile de acusações genéricas'

Por Fernando Taquari | Valor

SÃO PAULO  -  Aliado do presidente Michel Temer, o deputado federal Carlos Marun (PMDB) divulgou nota há pouco para rebater as acusações do dono da JBS, Joesley Batista, que em entrevista à revista "Época", disse que o pemedebista chefia uma organização criminosa junto com outros correligionários, como o ex-ministro Geddel Viera Lima (BA) e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (RJ).

Segundo Marun, as declarações de Joesley são um "desfile de acusações genéricas". Em nenhum momento da entrevista, conforme o deputado, foi citado ato ilegal praticado por Temer em benefício do "grupo econômico, que hoje sabemos tratar-se de uma organização criminosa".

Na nota, Marun chama Joesley de "cachorro" e "meliante" ao afirmar que o empresário gravou o presidente escondido por 40 minutos sem conseguir, em sua opinião, uma declaração que fosse criminosa ou comprometedora.

Nos áudios, de acordo com apuração inicial do Ministério Público Federal, o presidente estimula a compra do silêncio de Cunha, que está preso, pelo dono da JBS.

"É óbvio que orientado por sua defesa o meliante tenta proteger seu escandaloso e benevolente acordo de delação, que já está sendo contestado na Justiça, já que a lei veda o perdão judicial a chefes de quadrilha delatores", afirmou Marun.

Na avaliação do deputado, há uma "conspiração asquerosa" para acabar com as reformas estruturantes, depor Temer da Presidência e garantir um exílio "dourado" a Joesley.